Globalização da palavra uva  

O trabalho para a globalização da palavra uva é em tudo semelhante ao que se fez para as palavras já globalizadas e que se consubstancia nos seguintes passos:

      1º- Mostrando uma imagem duma uva, criar uma conversa motivadora e interdisciplinar sobre o fruto em questão; é doméstico ou selvagem e porquê? o que lhe cobre o corpo? de que se alimenta em pequena? o que come depois de grande? etc.

      2º- Escrever uma frase contextualizada sobre a uva, como por exemplo:

                            A uva é preta.

      3º- O professor escreverá a frase no quadro preto, à frente dos alunos.

      4º- O professor lerá a fase em voz alta, apontando.

      5º- Todos os alunos lerão globalmente a frase, apontando esquerda/direita.

      6º- Os alunos tentarão descobrir qual das palavras é uva.    

      7º- O professor distribuirá o puzzle da uva, composto por três cartões.
  8º- todos os alunos comporão o puzzle nas suas carteiras, que ficará assim:

            Seguindo o princípio da interdisciplinaridade introduziríamos a conversa cujo tema seriam as vindimas que por acaso seriam contemporâneas desta lição. E falar-se-ia do trabalho das vindimas e das adegas, das uvas que são pretas ou brancas, que se podem comer só depois de bem lavadinhas por causa das curas que levaram, ou servem para fazer sumos ou para fazer vinho. Poder-se-ia falar de quem o faz e como se deve beber o vinho. Levando um cacho de uvas para a sala poderíamos mostrar a diferença entre uvas e uva, que não são a mesma coisa; ou é uma ou são mais que uma. E da contextualização retiraríamos a frase base de trabalho. 

O professor escreveria a frase, lê-la-ia e mandaria que os alunos fizessem o mesmo, apontando. Seria fácil isolar a palavra uva. E então entregar-se-iam os três cartões do puzzle que os alunos imediatamente organizariam.


9º- Todos os alunos mostrarão, ao mesmo tempo, ao professor, cada um dos cartões que lhes for pedido; uva escrita à máquina; uva escrita à mão e uva em desenho (a ordem é arbitrária).

,  10º- Todos os alunos recomporão,em cima das suas mesas, todos os puzzles que já tiverem em seu poder queficarão:

     Depois de misturar os até aqui quinze cartões, pediríamos aos alunos que organizassem os cinco puzzles. Facilmente, em cima das suas carteiras, comporiam os puzzles.

 

11º- Todos os alunos mostrarão todos os cartões, um de cada vez, à medida que o professor os for pedindo. A ordem é aleatória e salteada.

           12º- Todos os alunos escreverão por decalque de transparência ou, para os alunos mais desembaraçados, à vista, numa folha de papel de máquina de pouca gramagem (translúcida), todas as palavras escritas à mão dos puzzles em presença.

          13º- Todos os alunos lerão todas as palavras que escreveram na folha de papel, perante o professor.

          14º- Os alunos mais desembaraçados já poderão tentar escrever algumas das palavrinhas globalizadas no quadro preto.

         15º- O professor escreverá nas costas de todos os cartões de todos os alunos o nome de cada proprietário de cada cartão, com os objectivos já enunciados.

        16º- O professor recomendará que em casa, cada aluno deverá explicar ao pai, à mãe e aos avós como funciona o “jogo”. O aluno, lá em casa, gosta de fazer de professor perante a família por razões óbvias.

         17º- Todos os alunos arrumarão todos os cartões nas suas caixinhas.  

NOTA  

   Agora seria a vez de se fazerem as cópias das cinco palavras manuscritas já trabalhadas, copiando à vista ou por decalque em transparência, seguindo-se a leitura de todas as palavras copiadas.

        E completar-se-ia a primeira unidade da primeira fase do método, ou sejam as palavras que iniciam as vogais. Até aqui poderíamos seguir o ritmo duma palavrinha por dia. Mesmo que tivesse faltado algum aluno, como tudo é feito à vista de todos e todos os dias se repetem os puzzles de todos os dias, é muito fácil que, doando-se-lhe o puzzle do dia que faltou, ele se integre, assimilando-o no jogo e recuperando o dia perdido. Mas aqui poderemos fazer uma pausa de reflexão sobre as vantagens de se dar nova palavrinha ou não. Normalmente não é necessário esperar.

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