Globalização da palavra opa

O trabalho para a globalização da palavra opa é em tudo semelhante ao que se fez para as palavras já globalizadas e que se consubstancia nos seguintes passos:

      1º- Mostrando uma imagem duma opa, criar uma conversa motivadora e interdisciplinar sobre o objecto em questão; 

Começaríamos por introduzir uma conversa sobre as procissões, na perspectiva da Educação Religiosa, mas dando-lhe um cunho de Desenvolvimento Pessoal s Social para obviar melindres, trabalhando  a interdisciplinaridade. Diríamos que as pessoas que transportam os andores às costas vestem uns “bibes” coloridos mas sem mangas, que se chamam opas, tornando a festa mais bonita. E retiraria uma pequena frase que servisse de base de trabalho, como:

O avô veste uma opa.

      2º- Escrever a frase contextualizada sobre a opa.

      3º- O professor escreverá a frase no quadro preto, à frente dos alunos.

      4º- O professor lerá a fase em voz alta, apontando.

      5º- Todos os alunos lerão globalmente a frase, apontando esquerda/direita.

      6º- Os alunos tentarão descobrir qual das palavras é opa.    

      7º- O professor distribuirá o puzzle da opa, composto por três cartões.
8º- todos os alunos comporão o puzzle nas suas carteiras, que ficará assim:

 
9º- Todos os alunos mostrarão, ao mesmo tempo, ao professor, cada um dos cartões que lhes for pedido; opa escrita à máquina; opa escrita à mão e opa em desenho (a ordem é arbitrária).      10º- Todos os alunos recomporão,em cima das suas mesas, todos os puzzles que já tiverem em seu poder que ficarão:

11º- Todos os alunos mostrarão todos os cartões, um de cada vez, à medida que o professor os for pedindo. A ordem é aleatória e salteada.

           12º- Todos os alunos escreverão por decalque de transparência ou, para os alunos mais desembaraçados, à vista, numa folha de papel de máquina de pouca gramagem (translúcida), todas as palavras escritas à mão dos puzzles em presença.

          13º- Todos os alunos lerão todas as palavras que escreveram na folha de papel, perante o professor.

          14º- Os alunos mais desembaraçados já poderão tentar escrever algumas das palavrinhas globalizadas no quadro preto.

         15º- O professor escreverá nas costas de todos os cartões de todos os alunos o nome de cada proprietário de cada cartão, com os objectivos já enunciados.

        16º- O professor recomendará que em casa, cada aluno deverá explicar ao pai, à mãe e aos avós como funciona o “jogo”. O aluno, lá em casa, gosta de fazer de professor perante a família por razões óbvias.

         17º- Todos os alunos arrumarão todos os cartões nas suas caixinhas.  

Nota

           Todos os alunos depois identificariam todos os desenhos e todas as palavras constantes dos puzzles, mostrando-os ao professor e reconstituindo logo o respectivo puzzle.

Finda a leitura, todos os alunos copiariam todas as palavras escritas à mão (por decalque à transparência ou à vista, consoante o ritmo de trabalho de cada aluno) e lê-las-iam em voz alta ao professor. Restaria guardar todos os cartões na caixa respectiva e recomendar que ensinassem lá em casa toda a gente a brincar com os puzzles como na escola. E seria um trabalho de “estudar” a lição. Um aluno duma professora da minha escola que seguiu o método Global’eu, montava os puzzles em cima da sua cama e não ia jantar enquanto não acabasse de “estudar” a lição e por mais que o chamassem. Repare-se que os alunos, assim, poderão fazer o seu trabalhinho sozinhos que não há o perigo de estarem a errar e a fixar o erro porque o puzzle indica o caminho certo.

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