Atitudes a esperar da família (e do estado) perante um projecto de filho.

          A primeira obrigação dos futuros pais é só conceberem um filho quando reunirem as condições consideradas suficientes (não só económicas, que se calhar nem são as mais importantes) no sentido de conferirem ao filho o direito de ser desejado.

Só assim parece poder haver paz e harmonia na família a fim de gerar amor, compreensão e conjugação de esforços para vencer um longo, difícil mas gratificante caminho comum. Será certamente o primeiro passo no sucesso escolar e na formação dum futuro bom leitor.

 Depois, um bom acompanhamento médico e um rigoroso cumprimento das normas prescritas, o que pressupõe um esquema de saúde materno infantil capaz e diligente, e alguma disponibilidade económica e sentimental do casal, factores que muitas vezes são relativamente débeis.

É uma segunda condição indispensável para perspectivar uma criança de sucesso.

E note-se que são condições que se devem reunir muito antes do bebé nascer.

E quantos dos nossos alunos e adultos ditos iliteratos não tiveram a desvantagem de não reunirem estas condições, quer por “culpa” dos pais, quer como resultado da falta de estruturas e apoios sócio-económicos estatais? E suponho que colocar estes meios à disposição do cidadão será o melhor investimento que um estado/nação pode fazer no sentido do seu progresso.

  E aqui aparece também um ciclo vicioso negativo que é necessário quebrar, e quanto antes:

--Com uma população de nível educativo e económico baixo não teremos necessariamente uma juventude de grande sucesso escolar; e sem sucesso escolar não haverá progresso sócio-económico que por sua vez não permitirá grande protecção materno infantil indispensável a uma boa gestação, para aparecerem crianças saudáveis.

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