A chegada ao Jardim de Infância e à Pré-Escola.

     É um trabalho deste tipo, para a leitura e escrita, que os/as Educadores/as de Infância

promovem, ou devem promover, em meu entender. É claro que como profissionais que são terão outras atitudes mais elaboradas e outros materiais didácticos com os quais tentarão atingir os objectivos pretendidos. Mas o caminho é o mesmo. Também têm a vantagem de ter à mão a possibilidade de organizarem trabalho de grupo. A criança quando em interacção com os seus colegas consegue dinâmicas de aprendizagem superiores às que desenvolveria isoladamente. Aquelas Escolas que hoje por aí existem com 4; 5 ou 6 alunos são as de maior insucesso escolar, por falta dessa interacção. Mas a receita não será uma turma demasiadamente grande; digamos que turmas com mais ou menos 20 alunos na “Primária” e um pouco menos nas turmas dos mais pequeninos seria o ideal. No entanto também se sabe que o aluno não dispensará algum carinho e protecção individual do adulto que deverá ser “intermediadinho” de liberdade

/autonomia com vigilância. E cada criança terá a sua medida. Convém ter em conta que não se pretende que a criança, nestas Escolas, aprenda a ler e a escrever como é hábito fazê-lo na Escola “Primária”, porque para isso lá chegará o seu tempo. Mas se se brincar com ela como se tem dito, chegará à “Primária” com uma capacidade de aprendizagem da leitura e escrita muitíssimo superior, poupando esforço e tempo, tornando o trabalho da Escola menos esforçado e penoso, contribuindo para o prazer futuro da leitura adulta. E será também por este caminho que se iniciará a aprendizagem da “verdadeira” leitura e escrita no Primeiro Ciclo (“Primária”). E essa aprendizagem será tanto mais fácil quanto mais tiver sido trabalhada (brincada) nos anos de vida da criança que precederam a sua entrada na Escola e por caminhos metodologicamente correctos e coincidentes.

Voltar ao índice